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terça-feira, 29 de abril de 2008

Tomada de decisão

Tomada de decisão, eis aqui uma coisa com a qual, se já não estamos habituados, teremos dificuldade ao entrar na área de gerência. Acontece que no cotidiano lidamos com tomada de decisão, mas nem sempre utilizamos técnicas para fazê-lo. Na realidade na maioria dos casos tomamos decisões de forma empírica ou simplesmente nos deixamos levar. Quando se está à frente de um projeto isto não pode ocorrer.
Outro fator que está presente em um projeto e que geralmente é inimigo da boa tomada de decisão é o tempo. O gerente novato pode se sentir bastante inseguro para tomar alguma decisão de impacto para o projeto. Ou mesmo pode levar tempo demasiado para reagir o que significa atraso para o projeto.

A tomada de decisão geralmente está associada a um risco para o projeto. Ou melhor, a tomada de decisão consiste em adotar a alternativa que representa menor risco para o projeto. Ou ainda, tomada de decisão visa sempre minimizar os riscos (negativos) de um projeto.

O PMBOK estabelece um área para a gerência de riscos e para ela quatro processos:

  1. Identificação dos riscos;
  2. Quantificação dos riscos;
  3. Desenvolvimento das respostas e
  4. Controle das respostas
Na minha opinião, o processo com maior grau de dificuldade é a quantificação dos riscos pois se soubéssemos quantificar exatamente cada risco, ficaria mais fácil combatê-los e optar pela resposta correta. O problema é que essa análise apesar de poder ser quantitativa geralmente tem seu maior peso no aspecto qualitativo. Ou seja, geralmente não temos números exatos pra decidir.

Como Evitar

Alguém disse uma certa vez (acho que foi Maquiável, não estou bem certo) que: "A decisão lastreia-se na informação, mas brota da sabedoria". Daí podemos dizer que para tomar decisão é necessário informação, boa informação e da maneira mas rápida que pudermos obter. Porém só a informação não basta tem que haver sabedoria o que nos tempos de hoje chamamos de experiência. Sim, acho que só com o tempo e o aprendizado é que se aprimora a tomada de decisão.
Em termos práticos, caso são possua a informação suficiente, procure-a, consulte quem saiba (a boa e velha opinião do especialista). Se dispuser de tempo, investigue através de protótipos (spike solutions, por exemplo). Outra técnica que ajuda é a da árvore de decisão.
Há também algumas ferramentas disponíveis para quantificar e analisar riscos:
É preciso ter em mente algumas coisas :
  • Nunca despreze toda e qualquer informação que possa ser útil
  • Documente sempre o porquê de se tomar determinada decisão
  • Controle se a resposta ao risco (decisão tomada) está sendo satisfatória
  • Não tenha vergonha de voltar atrás caso perceba que tomou alguma decisão errada (antes tarde do que nunca)
  • Uma decisão rápida vale mais do que uma indefinição muito longa
  • Não chore o leite derramado, se tomou a decisão errada trate de aprender com ela, isto é faz parte do processo de ganhar experiência.
Boa sorte e mãos a obra. Até Breve!
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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Comunicação- Parte I

Essa foi umas das áreas de gerência de projeto que mais negligenciei no início. Confesso que não dei muita importância (participar de reuniões, conversar com os envolvidos ? Isso não é trabalhar, pensava eu).Isto aconteceu logo num projeto no qual parte dos envolvidos estava em locais geograficamente distantes. Como dizia o velho guerreiro: "Quem não se comunica se trumbica".
O resultado vocês já podem imaginar: a falta de comunicação ou a má qualidade da mesma tende a bagunçar muito projeto. Os sintomas são muitos, dentre os quais vivi alguns:

  • retrabalho- quando a comunicação falha fatalmente uma tarefa tem que ser corrigida, ou seja, refeita;
  • Erros no projeto- se a falha não for percebida a entrega do projeto poderá conter falhas
  • Desvios de escopo- se descobertos em tempo acarretam em elevação de custos, insatisfação, alterações de prazo. Caso sejam descobertos tardiamente, as conseqüências são bem mais danosas;
Uma pesquisa da empresa norte-americana de treinamento Vital Smarts aponta que por causa da falta de comunicação 82% estouram os prazos e 79% não conseguem atender as especificações de qualidade. Mais info.
Acredito que quanto maior o número de envolvidos no projeto e quão maior for a distância entre eles mais tempo o gerente terá que dedicar a esta área. Em nossa experiência a comunicação era dividida basicamente em três categorias de acordo com os envolvidos: superiores, clientes, parceiros (externos a equipe) e colaboradores (interna a equipe).

Como superei?

Felizmente esta foi uma necessidade tão forte que rapidamente percebemos a importância de nos comunicarmos bem. Tivemos dar uma pequena pausa, recorrer a literatura (PMBOK e algumas práticas de gerência de projetos ágeis) elaborar um plano de comunicação e passar a segui-lo e reavaliá-lo constantemente. A seguir algumas das principais práticas/técnicas que utilizamos:
  • Reuniões diárias com a equipe (Segundo SCRUM);
  • Escuta ativa;
  • Criação e divulgação da forma de comunicação;
  • Fazer e divulgar lista de contato dos envolvidos;
  • Construir e manter site do projeto (com mínimo de overhead sobre o projeto em si);
  • Uso teleconferências;
  • O cliente como parte da equipe (prática abraçada pelo XP)
O assunto comunicação é vasto e certamente voltarei a falar dele detalhando um pouco mais

Até breve!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Denial of Service- O gerente é um multitarefa por natureza

Não é raro, independente da área de atuação, ser atropelado por um volume grande de atividades, todas aparentemente com a mesma prioridade. No entanto, esta parece ser uma coisa pra lá de rotineira na área de gerência em TI.
Quando iniciei gerenciando projetos vivi na pele essa avalanche de tarefas. O meu primeiro projeto como gerente a quantidade de tarefas era bem superior ao meu número de horas no dia, todas com a máxima urgência. Isto pode facilmente conduzir qualquer gerente novato ao stress, ou melhor, como costumava chamar ao Denial-Of-Service. Isto porque chega a um ponto que se não tomarmos cuidado acabamos por não concluir tarefa alguma a contento. Ou seja, pode-se comprometer bastante o cronograma de um projeto se não soubermos como lidar com uma demanda excessiva.

Como superei

A primeira coisa a se fazer é manter a calma. Falado assim isto parece simples, mas na verdade não é. Como gerente, somos responsáveis pelo bom andamento do projeto e queremos,naturalmente, resolver os problemas da maneira mais rápida possível. Isso pode acabar levando a uma produtividade baixa (pelo menos foi o que aconteceu comigo durante um tempo).
Uma vez calmo, a segunda coisa a fazer é pensar com frieza em qual dos problemas que quando resolvido trará maior ganho num menor espaço de tempo. Ou seja, tempos que priorizar atividades segundo os critérios de retorno para o projeto (levando em conta o tempo para obtê-lo). Trata-se do bom e velho "atacar um problema por vez".
Vale lembrar que é sempre bom considerar que algumas atividades podem ser delegadas. É sempre por fazer-se essa indagação, pois quando iniciamos na atividade de gerência muitas vezes queremos resolver tudo sozinho. Mas isso já é assunto para outro Post.

Até Breve